sábado, 14 de janeiro de 2017

DuoLingo: Usando para aprender

Olá pessoal, tudo bem? Hoje continuamos com a série de aprendizado de idiomas. Falarei de como usar o Duolingo pra aprender e não só pra se ocupar.

Nesse blog partimos do Axioma do Cachorro Açougueiro: Se desse pra aprender olhando o cachorro seria açougueiro.  
Então, sendo assim, o nosso trabalho consiste em "fazer" e não só "ver sendo feito".


Como usar o Duolingo para Falar

Se você deseja aprender a FALAR um idioma, o que você tem que fazer é FALAR, e falar muito. Além disso deve corrigir seus erros. Pra fazer isso usando o Duolingo minha sugestão é: repita todo áudio que tiver lá até conseguir pronunciar igual ao áudio três vezes consecutivas (ou pelo menos você achar que está igual). Se você conseguir de primeira, parabéns, seu fela da gaita! Se tiver que repetir 12 vezes até falar bem 3 vezes consecutivas, great! Nesse caso você investiu seu tempo em evoluir.

Algumas frases do Duolingo são difíceis de pronunciar, talvez porque são longas, talvez por causa de uma palavra (cuja mãe tem a profissão mais antiga do mundo) mas tranquilo, use a prática deliberada. 
Se a frase for longa demais, treine por partes, e comece sempre pelo final da frase, isso ajuda a memorizar (pelo menos me ajudava muito - teste). Se o problema for uma palavra específica, quando você toca uma palavra do áudio, o Duolingo do celular pronuncia a única palavra tocada, assim você pode repetir aquela palavra até ter facilidade em pronunciá-la.

Se seu objetivo é aprender a falar, treine até pronunciar direito, não há muito o que fazer além disso se você não estiver com alguém pra conversar no seu idioma. Agora largue de safadeza e estude pra aprender.

E se eu não puder falar, ou estiver com preguiça de falar?
Neste caso, meu jovem, amole o seu machado! Se você não quer fazer a prática da fala, minha sugestão é, vá no simbolozinho do altere e pratique mais do que já aprendeu, pra fixar, pra que seu avanço no aplicativo seja representativo, que você termine conseguindo falar relativamente bem.


Problemas de Sotaque

O próximo passo a considerar é o sotaque brasileiro. Pra isso existe inúmeros canais do YouTube de estrangeiros falando do nosso sotaque. A seguir temos uma lista de canais que podem te ajudar nessa jornada. Mas pra começar já deixo a observações canônicas:

Nós brasileiros temos dificuldade de pronunciar consoante surda, isto é, sem vogal, e acabamos sempre pondo um "i" no lugar, isso é uma característica que se aplica não só ao inglês como falar "cuti" em vez de "cut", mas quando falamos espanhol por exemplo muitas vezes falamos "ustedi" em vez de "usted", e é claro em qualquer idioma que use esse tipo de som. Já usou seu facebooki hoje?
Outra coisa, é o som enrolado do "r" que usamos o nosso som de que para o inglês é o som do "h".

Uma observação que é mais geral que para brasileiros, é a da tônica, a sílaba mais forte da palavras. Em português a regra geral é a tônica ser a penúltima, maaaaaaaas não é assim com ouros idiomas. Em francês por exemplo a tônica é a última, assim como japonês. Então isso é algo a se investigar no idioma que você está aprendendo.

A seguir temos vídeos do canal Amigo Gringo que te ajudarão a melhorar o sotaque no inglês:





Pra finalizar, deixo o aviso de que quando encontrar vídeos similares para o francês (que estou estudando atualmente) atualizarei a postagem. Se você estuda francês (ou outro idioma) e pode ajudar com o texto, por favor indique o vídeo nos comentários.

Abraço, seus lindos. May the force be with you!


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Teorizando sobre música

E aê macharada e femearada, tranquilo no esquilo? Hoje eu vim compartilhar com vocês uma ideia puramente teórica com vocês. A razão é dar um novo modo de enxergar os acordes do violão para diminuir a ansiedade com relação ao aprendizado. Se trata da definição do que eu chamo Dificuldade Teórica de um acorde.

Pra que isso, macho véi?

No violão, alguns acordes são bem mais difíceis de serem executados que outros, a minha proposta é então definir uma escala objetiva de dificuldade. É claro que achar certa estrutura mais fácil que outra é quase sempre uma questão subjetiva, mas podemos definir o que seria o nível de desafio num sentido teórico, no sentido de que isso é uma definição consistente mas não necessariamente representa o que todas as pessoas passam, por isso o termo "Dificuldade Teórica". No entanto, o meu objetivo não é criar um sistema inútil e sem propósito, o que eu quero é encontrar uma métrica, uma forma de medir a dificuldade, para que o estudante independente, ou o professor de música possa a partir disso poder criar um planejamento embasado da quantidade de treinamento para se aprender certos aspectos.

Dificuldade Teórica de Acordes (DT)

Aqui serão dados os critérios para a pontuação da dificuldade do acorde. Para cada propriedade considerada adciciona-se um ponto ao DT da forma do acorde (um acorde pode ser executado de várias formas):

Quantidade de dedos utilizado
Usa pestana
Cruza dedos¹
Possui salto de casas²

1. Significa que a ordem que os dedos aparecem nas cordas não é crescente nem decrescente (isso vai ficar mais claro quando você observar os exemplos)

2. Salto de casa significa haver casa sem dedos entre casas ocupadas (ficará claro pelo exemplo)

Exemplos


C - DT 3
usa 3 dedos, não usa pestana, não cruza, não possui salto

D - DT 4
3 dedos, cruza dedos

E - DT 4
3 dedos, cruza dedos

F - DT 6
4 dedos, pestana, cruza dedos

G - DT 4
3 dedos, cruza dedos

A - DT 3
3 dedos

B - DT 6
4 dedos, pestana, salto


Conclusão

Espero que essa ideia gere interesse no leitor que tem alguma familiaridade com violão. Isso é o início de uma busca por uma teoria do aprendizado do violão. Apesar da simplicidade, meu desejo de longo prazo é que isso se transforme em algo útil, talvez uma modesta ferramenta para um projeto de pesquisa sobre aprendizado.

Se gostou, comenta aí qual é o seu acorde favorito (em que forma) e qual é o nível de dificuldade da forma (o meu é o G9, que tem DT 4, assim como o G). Em caso, de dúvida, comentário, sugestão, ou convite para um show de heavy metal, deixe o comentário!

Abraço, Alan