E aê, rapazes e moças, tudo tranquilo no esquilo? Hoje continuamos com os processos de aprendizado. Diferente das outras vezes, que o aprendizado se dava só, hoje teremos um método para aprender com ajuda de alguém, por meio de uma prática hard core, com muitas gírias cool e uma vibe ectoplásmica.
Partiremos do princípio que o melhor jeito de aprender é praticando, seguindo a reflexão filosófica passada de pai para filho na minha família: Se desse pra aprender olhando, cachorro seria açougueiro.
Partiremos do princípio que o melhor jeito de aprender é praticando, seguindo a reflexão filosófica passada de pai para filho na minha família: Se desse pra aprender olhando, cachorro seria açougueiro.
Claro que o cachorro não
necessariamente quer ser açougueiro, mas isso é só uma metáfora.
Primeiro vejamos do que se trata a ajuda do falante. Alguém que sabe falar o idioma pode explicar coisas pra você
falando naquele idioma, e pode te
corrigir e ensinar algum vocabulário. O falante aqui funcionará como um
professor, mas em vez de ser o cara que te dá uma aula, é mais como um amigo
que te explica como dar um combo no Mortal Kombat, ou o parceiro da academia
que explica a você, frango(a), como levantar peso sem ter uma hérnia de disco depois.
Do cume de quem você tirou essas ideias?
Seguiremos algumas ideias do livro intitulado “The First 20 Hours How to Learn Anything ... Fast!”.
Seguiremos algumas ideias do livro intitulado “The First 20 Hours How to Learn Anything ... Fast!”.
Apenas situando o leitor sobre
os princípios desse livro:
1. Escolha
um projeto louvável
2. Foque
sua energia em uma perícia/habilidade por vez
3. Decida o
nível que você quer chegar
4. Desconstrua a perícia em
subperícias
5. Obtenha
as ferramentas críticas
6. Elimine
as barreiras para a prática
7. Dedique-se
a prática
8. Crie loops
de avaliação rápida ( fast feedback loops)
9. Pratique
com o relógio em curtas explosões
10.
Enfatize quantidade e velocidade
Aqui, iremos considerar os
princípios 4 a 10, já que 1 a 3 são bastante pessoais.
Let’s vamos!
Passo 1: Aprenda a falar e escrever essas 17 frases antes de começar
(no idioma que você quer aprender, é claro)
1. Como
eu digo [...]?
2. Entendi,
obrigado!
3. Eu
não entendi isso, você pode repetir mais devagar, por favor?
4. E
esqueci como dizer [...], você pode repetir?
5. Eu
falei corretamente?
6. Como
se escreve/pronuncia?
7. Minha
pronúncia está boa?
8. O
que significa [...]?
9. O
que é [...]?
10. Qual
é o modelo para [...].
11. Sobre
o que você está falando?
12. Então...
13. Sim
14. Não
15. Mais
ou menos
16. Você
tem algo em mente?
17. Você
quer falar algo?
A ideia aqui é:
1. Você
se acostumar com a ideia de que você já fala o idioma.
2. Aprender
como aprender novas coisas
3. Treinar
o ouvido por meio das explicações que recebe
Passo 2: A obtenção de vocabulário.
Para obter novo vocabulário a
melhor maneira é ter temas em mente. Peça pra pessoa te explicar alguma coisa, contar
alguma particularidade do idioma, alguma história da relação dela com o idioma,
algo sobre os falantes do idioma. Faça o
pedido na língua que você está estudando, se você não sabe as palavras
necessárias, use o seu pré-vocabulário e faça a pergunta 1 “Como eu digo [...]”,
faça isso com cada palavra que você vai precisar.
Claro que isso tudo é
sugestão, se você tiver algo em mente, use suas ideias. As sugestões de tema
acima foram dadas por duas razões, a primeira é que você aprende o idioma por
meio de aprender sobre o idioma, e a
segunda é que em geral dá branco nessas horas, e não vem nada na mente (pelo
menos comigo).
Passo 3: Escreva suas próprias frases
Agora que você já está ninja
nos dois primeiros passos, aprenda umas 5 palavras de cada classe (eu sei, são
muitas, mas ao mesmo tempo poucas). Com essas palavras crie e escreva as suas
próprias frases. Aprenda o modelo (você já sabe como perguntar qual é o modelo),
pra afirmar, perguntar e negar no presente, no passado e no futuro, não se
preocupe em aprender todas as pessoas, foque no Eu e no Tu/você, o resto você
aprende com o tempo.
Passo 4 (especulativo): Escreva um diário rápido
Ou seja, tenha um diário pra
escrever algo sobre o seu dia, mas em poucas linhas, apenas para praticar
sempre. Escreva de três a cinco linhas, apenas para repetir o vocabulário que
você aprendeu e aprender a se expressar no idioma (escolher alguma palavra que
você já sabe que serve pra expressar a ideia que você tem, mesmo sem a exatidão
que você queria inicialmente).
Comentários finais
Esse é um método que exige
disposição, tanto do aprendiz quanto do “ensinadiz”, é um método muito ativo.
Funcionou muito bem comigo e foi muito estimulante, mas nem tudo que funciona
pra uma pessoa, funciona pra todo mundo. Acredito fortemente que o melhor
método de aprendizado é aquele que estimula o aprendiz, pois sem esse
ingrediente, qualquer explicação é ignorada, as chances de se parar no meio do
processo é alta, e como você deve saber, com velocidade zero fica mais difícil
sair de um ponto e chegar a outro.
Espero que você utilize o que
aprendeu nesse texto e faça o teste, se for bom ou ruim, deixe um comentário
pra que o método possa ser melhorado.
Em caso de dúvidas, críticas,
sugestões, promessa de campanha, ou convite para tomar caipirinha com sorvete
limão, comente aí!
Abraço, Alan




