quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Aprenda a FALAR um idioma com ajuda de alguém que já o fala

E aê, rapazes e moças, tudo tranquilo no esquilo? Hoje continuamos com os processos de aprendizado. Diferente das outras vezes, que o aprendizado se dava só, hoje teremos um método para aprender com ajuda de alguém, por meio de uma prática hard core, com muitas gírias cool e uma vibe ectoplásmica.

Partiremos do princípio que o melhor jeito de aprender é praticando, seguindo a reflexão filosófica passada de pai para filho na minha família: Se desse pra aprender olhando, cachorro seria açougueiro. 
Claro que o cachorro não necessariamente quer ser açougueiro, mas isso é só uma metáfora.

Primeiro vejamos do que se trata a ajuda do falante. Alguém que sabe falar o idioma pode explicar coisas pra você falando naquele idioma, e pode te corrigir e ensinar algum vocabulário. O falante aqui funcionará como um professor, mas em vez de ser o cara que te dá uma aula, é mais como um amigo que te explica como dar um combo no Mortal Kombat, ou o parceiro da academia que explica  a você, frango(a), como levantar peso sem ter uma hérnia de disco depois.

Do cume de quem você tirou essas ideias?

Seguiremos algumas ideias do livro intitulado “The First 20 Hours How to Learn Anything ... Fast!”.

Apenas situando o leitor sobre os princípios desse livro:
1. Escolha um projeto louvável
2. Foque sua energia em uma perícia/habilidade por vez
3. Decida o nível que você quer chegar
4. Desconstrua a perícia em subperícias
5. Obtenha as ferramentas críticas
6. Elimine as barreiras para a prática
7. Dedique-se a prática
8. Crie loops de avaliação rápida ( fast feedback loops)
9. Pratique com o relógio em curtas explosões
10. Enfatize quantidade e velocidade

Aqui, iremos considerar os princípios 4 a 10, já que 1 a 3 são bastante pessoais.

Let’s vamos!

Passo 1: Aprenda a falar e escrever essas 17 frases antes de começar (no idioma que você quer aprender, é claro)

1.       Como eu digo [...]?
2.       Entendi, obrigado!
3.       Eu não entendi isso, você pode repetir mais devagar, por favor?
4.       E esqueci como dizer [...], você pode repetir?
5.       Eu falei corretamente?
6.       Como se escreve/pronuncia?
7.       Minha pronúncia está boa?
8.       O que significa [...]?
9.       O que é [...]?
10.   Qual é o modelo para [...].
11.   Sobre o que você está falando?
12.   Então...
13.   Sim
14.   Não
15.   Mais ou menos
16.   Você tem algo em mente?
17.   Você quer falar algo?

A ideia aqui é:
1.       Você se acostumar com a ideia de que você já fala o idioma.
2.       Aprender como aprender novas coisas
3.       Treinar o ouvido por meio das explicações que recebe

Passo 2: A obtenção de vocabulário.

Para obter novo vocabulário a melhor maneira é ter temas em mente. Peça pra pessoa te explicar alguma coisa, contar alguma particularidade do idioma, alguma história da relação dela com o idioma, algo sobre os falantes do idioma. Faça o pedido na língua que você está estudando, se você não sabe as palavras necessárias, use o seu pré-vocabulário e faça a pergunta 1 “Como eu digo [...]”, faça isso com cada palavra que você vai precisar.

Claro que isso tudo é sugestão, se você tiver algo em mente, use suas ideias. As sugestões de tema acima foram dadas por duas razões, a primeira é que você aprende o idioma por meio de aprender sobre o idioma, e a segunda é que em geral dá branco nessas horas, e não vem nada na mente (pelo menos comigo).

Passo 3: Escreva suas próprias frases

Agora que você já está ninja nos dois primeiros passos, aprenda umas 5 palavras de cada classe (eu sei, são muitas, mas ao mesmo tempo poucas). Com essas palavras crie e escreva as suas próprias frases. Aprenda o modelo (você já sabe como perguntar qual é o modelo), pra afirmar, perguntar e negar no presente, no passado e no futuro, não se preocupe em aprender todas as pessoas, foque no Eu e no Tu/você, o resto você aprende com o tempo.

Passo 4 (especulativo): Escreva um diário rápido

Ou seja, tenha um diário pra escrever algo sobre o seu dia, mas em poucas linhas, apenas para praticar sempre. Escreva de três a cinco linhas, apenas para repetir o vocabulário que você aprendeu e aprender a se expressar no idioma (escolher alguma palavra que você já sabe que serve pra expressar a ideia que você tem, mesmo sem a exatidão que você queria inicialmente).

Comentários finais

Esse é um método que exige disposição, tanto do aprendiz quanto do “ensinadiz”, é um método muito ativo. Funcionou muito bem comigo e foi muito estimulante, mas nem tudo que funciona pra uma pessoa, funciona pra todo mundo. Acredito fortemente que o melhor método de aprendizado é aquele que estimula o aprendiz, pois sem esse ingrediente, qualquer explicação é ignorada, as chances de se parar no meio do processo é alta, e como você deve saber, com velocidade zero fica mais difícil sair de um ponto e chegar a outro.

Espero que você utilize o que aprendeu nesse texto e faça o teste, se for bom ou ruim, deixe um comentário pra que o método possa ser melhorado.

Em caso de dúvidas, críticas, sugestões, promessa de campanha, ou convite para tomar caipirinha com sorvete limão, comente aí!


Abraço, Alan

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Achar que sabe não é suficiente


Olá pessoal, esse é um episódio da série de textos que estou escrevendo sobre aprendizado.

Começaremos essa jornada com um fato que muitas vezes ocorre na vida de quem estuda e faz testes.
Sabe aquele branco que já nos deu naquela prova? Será que a gente sabia as coisas mesmo, ou deixou pra saber se sabia na hora da prova? Será que aprendemos o que estudamos, ou apenas entendemos?

Hoje falaremos de um problema pelo qual quase todos passam, alguns dos quais percebem e outros tantos não: a ilusão da fluência.

Depois, como de costume, teremos uma sugestão de solução para o problema.


Ilusão da fluência? Que djabeisso?

Suponha que um cabra esteja lendo um texto de história, ou talvez matemática. O cabra lê de boa na lagoa. Aí ele pensa "esse negócio tá fácil, eu estou entendendo tudo... macho véi, eu manjo dos paranauê!". Será que manja mesmo? 

Esse ponto talvez seja óbvio, mas achar que entende é diferente de entender e entender é diferente de aprender. A novidade talvez seja apenas que existe um nome científico para isso, mas acharmos que entendemos uma coisa não quer dizer que realmente entendemos, e o fato da sua leitura ser fluente não quer dizer que você está aprendendo tudo e vai saber amanhã. Acreditar que aprendeu pode ser uma gigantesca ilusão.

A principal questão que eu quero levantar aqui é: esse problema irá continuar ocorrendo, se você não decidir evitá-lo ativamente. Em geral, não será uma coisa natural evitá-lo, mas não ser natural não significa ser ruim: sorvete é gelado e é bom, e celulares não nascem de árvores.


Sim meu véi, o problema eu já sei... O que eu quero é a solução!

É claro que esse texto não seria muito útil se eu só dissesse que existe um nome pra o efeito achar que sabe. Então a seguir ofereço uma sugestão de solução (e se você tiver outras, deixe nos comentários).

E agora, José, qual é a solução? Qual é a vacina contra essa ilusão? 

A vacina para essa ilusão, assim como para as ilusões em geral, é por à prova. Neste caso significa testar se você realmente sabe o que acha que sabe.

Às vezes, temos uma intuição ou um entendimento parcial das coisas, e por "lembrarmos perfeitamente" cinco minutos depois de ler e sempre que relemos, pensamos que sabemos; mas meu jovem, não necessariamente. Então é melhor se testar pra saber se você realmente entendeu e aprendeu a treta. 

Fazer teste, vai te fazer enxergar qual é o ponto específico do conhecimento que você não entendeu ainda.


Qual será o método de estudos do Tony Stark?


Dizer o que fazer é fácil, quero ver pagar minhas contas...

Agora que você já sabe que basta se testar, você pode estar pensando: o que fazer eu já sabia, quero saber como fazer isso?. 
Fácil, meu jovem Padawan

1.  Sabe aquelas coisas que você está estudando? Em vez de anotar o que acha importante e deixar no papel a informação que você quer levar na cabeça, quando se deparar informações relevantes, faça perguntas cuja resposta é aquela informação. 

Por exemplo:
Em vez de anotar num papel (ou de apenas ler)
"Uma cianobactéria é uma bactéria que obtêm energia por fotossíntese" 
anote
"O que é uma cianobactéria?", ou até mesmo "O que porra é uma cianobactéria?" 
(tendemos a lembrar mais de coisas violentas, engraçadas, absurdas ou eróticas).

Mas é claro que não é só anotar a pergunta no papel. Você tem que usar esse papel pra alguma coisa, e não estou falando de usá-lo como auxiliar de sobrevivência a diarreia. O que estou dizendo é: Faça revisão depois de uma seção de estudos, ou melhor, a cada seção do livro que você avançar, ou até mesmo, se estiver com sangue nos olhos, faca nos dente e fogo no rab... (- eita, isso não) revise as perguntas a cada página que você avançar. Responda as perguntas que você se fez, marque aquelas que você não conseguiu responder de primeira. Essas estão pedindo revisão (rever o livro) e pedindo pra serem perguntadas de novo. 

Observe que essa ideia ajuda a organizar as coisas, principalmente pra quem estuda escrevendo. Estudar escrevendo não produz conteúdo, afinal você só está copiando o que já está no livro. No entanto, estudando desse modo você já produz um material de revisão, com compactação de informação e que pode ser usado em conjunto com o livro: você pode conferir depois as suas respostas no livro. Além de tudo isso, você pode disponibilizar esse material para outras pessoas, inclusive pra sua versão futura, que quer relembrar muitas das coisas sem ter que ler tudo de novo.

Revisar por meio de perguntas é mais interessante, pois você não fica lendo a mesma coisa até morrer de tédio, você só vai saber o que não sabe e reler o que sabe que não sabe, o estudo ficará mais direcionado.

2. Faça os exercícios do livro (essa seria a resposta que você já sabe).


Uma visão pessoal

Sou estudante de matemática (principalmente, mas informalmente estudo mil coisas), tenho usado isso para aprender as definições, os enunciados dos teoremas, e etc.


O que mais?

Disponibilizei no  matematizandoal meu primeiro bloco de revisão, sobre o capítulo 3 de um livro de Integração Estocástica, e pretendo em breve fazer o mesmo com outros livros de matemática de graduação, mestrado e doutorado.

O conteúdo desse texto foi inspirado no livro "Como Aprendemos", do jornalista Benedicty Carey. O livro é bem interessante pra quem gosta de entender o aprendizado.


terça-feira, 10 de maio de 2016

Teoria da Evolução e as Macacadas da Ciência


Olá, meu jovem primata sem rabo, da bunda pelada. Hoje eu trago pra vocês um pouco de biologia e de toda a confusão em torno do que é e do que as pessoas pensam que é a Teoria da Evolução. O objetivo desse post, é basicamente indicar meios para que se possa conhecer e aprender um pouco da teoria inicialmente desenvolvida pelo bom velhinho, Charles Darwin.




A Teoria da Seleção Natural é uma coisa simples e intuitiva, basicamente o que pressupõe é que:

1. Os seres considerados se reproduzem;
2. Os filhos (descendentes) herdam características dos pais;
3. Os filhos são diferentes dos pais (ocorre mutação);
4. Algumas características favorecem a sobrevivência ou a reprodução em um certo ambiente, ou seja, existe pressão seletiva do ambiente (ser nerd no mundo dos descolados não é uma delas...).

Veja a seguir alguns vídeos muito bons explicando o que é a Teoria da Seleção Natural de um modo muito simples. Caso você não tenha muito tempo ou disposição, te convido a assistir pelo menos o primeiro vídeo, que é bem curto e dá uma ótima ideia do que se trata.


Seleção Natural:







Aqui você poder ver um pouco mais sobre a evolução dos mamíferos.
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O que NÃO é Evolução


É interessante salientar que "evolução" é um termo ruim, pois leva a desentendimentos, já que o que "evolui" são populações, não indivíduos. Além disso "evoluir" não significa "melhorar" no contexto da Teoria da Evolução, "evoluir" significa apenas "modificar-se" (população). No entanto, as pessoas tendem a crer que os indivíduos se transformam numa coisa melhor, como um pokémon. Quando indivíduos se transformam (como é o caso dos girinos, de algumas lagartas e do Alucard) o termo usado é metamorfose.




Um nome melhor seria Teoria da Especiação por meio da Seleção Natural (inclusive é o termo usado por Darwin, que ficava puta revolts - essa é old school - quando as pessoas falavam "Evolução").  Além desses, existem muitos conceitos confusos quando tratamos dessa Teoria. Alguns dos mais relevantes são:

1. Seleção Natural não tenta explicar a origem da vida (essa função é da Teoria da Origem da Vida);

2. Seleção Natural não fala nada sobre a existência/inexistência de divindades;

3. O ser humano não veio do macaco, ele tem um ancestral próximo comum ao macaco, ou seja, o ser humano É um macaco. (Essa é a hora que o cara para de ler dizendo: macaca é a tua avó).

4. Os seres vivos não evoluem para se adaptarem ao meio, como eram as ideias de Lamark. Os seres estão no meio, os mais adaptados sobrevivem e tem descendentes, enquanto isso menos adaptados se ferram. Assim, a próxima geração terá as características dos que conseguiram sobreviver e se reproduzir. O termo usado é "o meio seleciona" (cuidado que a questão de "selecionar" não tem a ver com uma "intenção da natureza", os seres ditos "selecionados" são simplesmente os que continuam existindo, você poderia chamar isso de "coisar", ou qualquer outro verbo que quando entendido no contexto deixasse claro o seu significado).


 Para mais informações sobre essas confusões, veja o vídeo a seguir, que é o primeiro de uma playlist (se puder veja toda a playlist, é bem legal).







Algumas evidências 

Muitos condenam a evolução por ser "só uma teoria". Um grande problema do termo "apenas uma teoria" é que a palavra "teoria" quando no contexto de "teoria científica" não é exatamente o que as pessoas pensam (clique no para entender).

Uma forma de evidenciar a teoria da seleção natural é através do que se chama seleção artificial, que é simplesmente o próprio ser humano fazer seleção de seres vivos com certas características para que os descendentes venham também com aquelas características. Desse modo surgiram diversas raças de cães, por exemplo. Além de fazer surgir raças de cães, diversos experimentos com bactérias, evidenciam a Teoria. Mas aí você pode me dizer "ah de bactéria pra bactéria beleza, mas quero ver sair de uma bactéria pra um cachorro...". É, meu jovem, você tem razão. Não se pode viver milhões de anos pra fazer o experimento completo, por isso damos diversas hipóteses e explicações falseáveis (ou seja, que tem a possibilidade de serem refutadas) e verificamos quais são condizentes com os fatos (exemplos de fatos: as pressuposições da seleção natural; existem fósseis, inclusive com DNA; o material genético dos seres vivos são muito similares; os materiais genético dos fósseis do que se pensa ser versões antigas de seres atuais, são ainda mais similares; etc). Na verdade, não poder fazer todos os experimentos é um calcanhar de Aquiles de qualquer reconstrução de fatos, e algumas pessoas preferem tomar hipóteses não falseáveis para explicar alguns fatos (o que não é nenhum crime, só não é científico).

Temos diversas evidências e confirmações que vieram das mais diversas áreas, algumas sem que se esperasse isso previamente, tal como genética, e algumas esperando por isso, como paleontologia.






Profissionalmente falando:

Quem quiser ver uma coisa mais científica de fato, pode pegar o próprio livro do Darwin (que é de domínio público, baixe sem vergonha!).


Uma possibilidade mais suave é ver o segundo capítulo da série "Cosmos: A Spacetime Odyssey".


Conclusão

Talvez alguém ache que algum(ns) dos vídeos seja longo ou que haja muitos vídeos. Tudo bem, realmente tem bastante informação linkada. Espero que apenas lembrem que isso é uma compactação intuitiva de uma Teoria Científica consolidada, e são necessárias algumas informações para que se entenda de fato tudo o que está acontecendo. O conteúdo aqui linkado, é baseado em Youtube e Wikipedia, portanto se você realmente quiser saber cientificamente o que está se passando, sugiro que verifique as fontes fornecidas nos próprios materiais.

Meu objetivo com esse texto era mostrar pra você que a teoria da evolução é intuitiva, dar fontes divertidas para um primeiro contato e deixá-lo interessado. Não espero necessariamente te convencer de que as coisas são como dizem os cientistas, mas quero que entenda que não é um conjunto de arbitrariedades sem nexo.

Em um post futuro falaremos sobre o Darwinismo Social (que não é Darwinismo no sentido estrito), então fica ligado nos próximos textos.

Se gostou dá um joinha, clica em gostei, se inscreva no canal... eita, não é vídeo do youtube! Ah, só compartilha com seus amigos nas suas redes sociais, então...

Em caso de dúvidas, críticas, sugestões ou cartas de amor platônico ou aristotélico, deixe um comentário.

Um abraço, de macaco pra macaco, ou macaca!


domingo, 1 de maio de 2016

Street Workout: ficando forte sem academia, sem dinheiro e sem preguiça

E aí meu amigo flango, quer virar um ninja bombadão? Quer ficar forte, e com o corpo bem definido? Quer tudo isso gastando pouco? Se a sua resposta é 'sim', 'sim pelo meu neto', 'sim pela família brasilei...'  Ops! É que às vezes esquecem pelo que estão dizendo 'sim'. Se você diz "sim pela força, sim pelos músculos e sim pelo desenvolvimento de um corpo saudável e bem definido", então está na hora do Street Workout.

- Ooooh, streeeet workout! Mas o que p0Rr@ é isso?
Calma Daniel San. Pinta cerca, encera carro... Não, isso é karatê (kid)...

O nome é florido e com frescuras, mas é só por uma questão de tradição, traduzindo diretamente é "treino de rua". Por que não falar em português? Tradição, meu jovem...

Agora você me pergunta: o que tem de especial em montar uma academia no meio da rua? 
E eu respondo: Não sei, mas treino de rua não é isso. 
Tecnicamente você não precisa treinar "na rua". A questão está em usar pouco ou nenhum equipamento. De início, a nossa proposta aqui é treinar muito forte com uma barra alta, uma barra baixa e o chão. 


O equipamento extra, caso você queira, será apenas barras de flexões de braço (push up bars), que você consegue comprar por menos de 50 reais.


Supondo que você tenha essas coisas relativamente perto de você, tudo o que você precisa é ter verdadeira vontade de fazer. A seguir, você pode encontrar algumas sugestões de exercícios para fazer, buscando trabalhar os principais grupos musculares do corpo.


Exercícios

Rotina para iniciantes



Tipos de flexão de braço (push ups)




Exercícios na barra (pull ups)





Tríceps




Pernas






Distribuição de exercícios:

É interessante malhar os principais grupos musculares: Peito, costas, bíceps, tríceps, ombros, antebraço, coxa e panturrilha. Uma rotina semanal razoável é a seguinte:

Dias 1 e 4: Flexões, Tríceps, Abdominais

Dia 2 e 5: Barra (correr pelo menos 3 km no dia 5)

Dia 3 e 6: Coxas e panturrilhas

Dia 7: Descanço


Nutrição


Lembre-se que rotina de exercícios requer uma alimentação mais responsável e adequada. Se você quer ficar "grande" tem comer de modo a fazer jus, bastante proteína e etc. Largue essa vida de comer lixo... digo fast food e etc.






Canais do youtube e site recomendados

Calisteinia Brasil

Dicas do Salgueiro

Mesa Maromba

Calisthenics Moviment

Calisthenics&Weight

Fábrica de Monstros




terça-feira, 5 de abril de 2016

Estratégias para pensar em problemas de matemática


Esse texto é especialmente voltado para pessoas que estudam matemática em um nível mais profundo, como por exemplo alunos de graduação e pós-graduação em exatas, estudantes de olimpíadas de matemática ou pessoas que estudam para vestibulares especiais, tais como IME e ITA, ou curiosos que desejam saber como se pensar em problemas de matemática.

Muitas vezes nos deparamos com aqueles problemas do tipo: Weberson anda a uma velocidade de 5 metros por segundo e Hellen tem um poodle, calcule a temperatura média da superfície de Saturno no período de acasalamento dos suricatos. Fácil, né?

Mas o que podemos fazer com esses suricatos de saturno? Um pouquinho de paciência, perseverança e estratégia certamente vai te ajudar.

Então, como resolver problemas de matemática?

Estamos supondo aqui que você já estudou a teoria e agora está indo para os exercícios. Afinal, se você não entende nem o significado dos termos no enunciado, o único jeito provável de você conseguir resolver o exercício é se transformando em um macaco digitador imortal... Mas o Lema de Borel-Cantelli é tema pra outro post.

Suponha, então, que você se deparou com um problema, você olhou pra ele, ele olhou pra você... você tentou resolvê-lo e descobriu que o nome dele é Jéssica... O que fazer?





A seguir apresento algumas sugestões de como estruturar o pensamento de modo metódico, uma espécie de algoritmo para resolver problemas. É claro, que muitas vezes você irá conseguir alcançar o seu objetivo somente com criatividade e persistência, mas para aqueles dias em que a atividade de criar não está muito poderosa... Lá vai...


Estratégias para resolver problemas de matemática:

1. Deixe sua intuição trabalhar e vá até onde der:

Quando tiver uma ideia vá até o fim. Sua intuição irá te dizer: o caminho para resolver esse problema é fazer isso, isso e isso. Teste o que pensar, se der errado pense "Por que deu errado, o que modificar para dar certo?".

2. Com que definição, teorema ou demonstração isso se parece?

Ponha o que você sabe na mesa! Se você quer calcular uma esperança ou uma área, quais são as fórmulas que você tem para fazer isso? Se você quer mostrar que algo converge, quais são os teoremas de convergência que você sabe? Se você quer mostrar que o número é composto, que teoremas você tem que só vale para primos (e que se não vale pra esse número implica que ele não é primo)?

Se não vier nenhum teorema de imediato, vasculhe a sua memória em busca dos teoremas, exemplos, contra-exemplos e exercícios que você já sabe e evidencie tudo o que tiver relação com exercício.
Se não der certo...

3. Como posso forçar isso a ficar parecido com algo que eu já sei?

Às vezes a ideia é ótima e só requer que se modifique algum ponto. Talvez olhar para um máximo em vez de um mínimo, inverter as variáveis, multiplicar tudo por menos um ou somar e subtrair 1.
Tente modificar as informações de modo a forçá-las a serem o que você quer, e depois, é claro, veja como você pode chegar naquilo que pensou.

4. Como você pode desenhar o seu problema?

Alguns problemas nos oferecem intuição geométrica, sem necessariamente serem problemas de geometria. Problemas de Teoria da Medida e Análise no Rn, por exemplo, muitas vezes podem ser 'desenhados'.

5. Se o problema persistir você pode tentar fazer casos particulares:

Pegue uma função mais simples, olhe o caso n=3, restrinja a hipótese aos casos positivos, enfim, tente uma versão mais simples do seu problema. Reduzir a quantidade de coisas que podem dar problema, pode ajudar muito a pensar. É como o método científico: quebrar o problema em coisas mais simples. Muitas vezes, as ideias para resolver o problema é apenas um método um pouco mais intricado daquilo que você fez para os casos simples. Isso ocorre muito com problemas de indução e com problemas de Teoria da Medida (primeiro faz pra função indicadora, depois pra função simples e por convergência monótona vale pra positivas).


Se depois disso tudo não conseguirmos resolver o problema, quem poderá nos defender?



Palma, palma, não priemos cânico! Não é sempre que se consegue fazer todos os problemas sozinho.

Aprendizado às vezes se faz com trabalho duro e solitário, mas muitas vezes se faz com a discussão de ideias. Conversar com seus amigos, companheiros de curso, ou professores pode abrir a sua mente pra novos jeitos de pensar, não é apenas uma questão de resolver o problema é uma questão de desenvolver o pensamento.

Se você quiser mais ideias e estratégias para resolver problemas, ótimas referências são Problem Solving Strategies, Solving Problems Throught Problems, How to Solve It e o livro do Terence Tao



Abraço!


domingo, 20 de março de 2016

Método de Aprendizado e Memorização de Matemática


Para você poder usar resultados de matemática é necessário primeiro que você tenha os resultados em mente. Para aprender algo não basta entender, é necessário também, memorizar algumas coisas. Mas como memorizar os resultados?

Para se aprender de fato alguma coisa, é necessário estudar ativamente, você precisa pensar, fazer uma coisa de dentro pra fora, senão vai ser como estar ouvindo um desconhecido falando um monte de coisas que você não entende. Sabe aquele cara chato que fica falando chatices e você bota os olhos pra cima igual a carinha do Whatsapp? 




Estudar bem é um processo ativo, se você só lê e copia tudo o que está ali, você não vai realmente aprender, as coisas ficarão apenas na sua memória de curto prazo, aquela que você usa pra jogar jogo da memória, aquela que você lembra agora, mas esquece 20 segundos depois. No entanto, se você estudar ativamente vai sentir prazer em aprender.






A seguir, te ofereço uma sugestão de um algoritmo simples, com quatro passos, que você pode usar para potencializar o seu estudo, transformando um estudo passivo num estudo ativo. Cada vez que você se responder as perguntas, você sentirá que está participando de um diálogo divertido e não de um monólogo chato do autor do texto. Ele, em vez de ser o chatolino te dizendo um monte de arbitrariedades, será um amigo que você gosta te explicando uma coisa que você quer saber. Em um post futuro, iremos generalizar esse algoritmo para estudos de conteúdos que não necessariamente sejam de matemática.



Algoritmo para estudar matemática

Passo 1: Leia os enunciados dos dois primeiros exercícios do texto e veja se já sabe resolver algum dos dois. Pense por 5 minutos, se tiver ideia veja até onde vai, se não tiver ideia, vá ler o texto (ou tente mais um pouco, se desejar).

Passo 2: Ao se deparar com um novo enunciado (definição, propriedade, teorema), pergunte-se e responda os seguintes questionamentos:


1. Com que resultado que eu conheço esse resultado se parece?
(a) Ele é uma generalização de algum resultado que conheço? Por quê?
(b) Ele é um caso mais específico de algum resultado, mas que dá mais informação no caso em que considera?  (isso é o que chamamos de resultado mais forte).

2. Se eu tirar uma hipótese desse enunciado, o que acontece? Existe algum contra-exemplo que eu possa dar facilmente retirando hipóteses? (por exemplo, o pequeno teorema de Fermat vale pra primos, mas 3^(4-1) = 27 ≡ 3 (mod.4), ou seja, se tirarmos a hipótese de que p é primo o teorema não se aplica).

3. Que exemplo simples eu posso dar?

4. Agora que já pensei as coisas acima, eu consigo enunciá-lo sem olhar?

5. Como posso enunciá-lo de um jeito diferente? 
Reordenando as frases; 
Escrevendo as hipóteses e a tese de modo diferente. Por exemplo: 'não-tese' implica 'não-hipótese'; 
Escrevendo com outras palavras;
Usando outros símbolos para as fórmulas e objetos do enunciado;
Trocando símbolos por palavras e palavras por símbolos;
Ignorando hipóteses de consistência (aquelas hipóteses que só estão ali pra o enunciado fazer sentido. Por exemplo: dizer que a probabilidade de alguma coisa é a menor solução em [0,1] da equação G(x)=x - aqui 'ser uma solução em [0,1]' é uma hipótese de consistência, pois a probabilidade sempre está em [0,1]).

6. Que consequências eu tenho disso? Que propriedades ou corolários?

Se o resultado for um teorema, você pode se responder os seguintes questionamentos sobre a prova

1.  Será que a demonstração é fácil? [Tente, por uns 15 minutos e veja o que consegue]

2. Feito o passo anterior, olhe a demonstração.

3. Em que parte da demonstração ou autor usou cada hipótese?

4. Ele usou a hipótese propriamente ou uma decorrência dela? (ou seja, “eu poderia trocar essa hipótese por outra coisa mais específica?”)


5. Como eu posso resumir a demonstração em 5 palavras chave?


Passo 3: Faça algum(ns) dos exercícios que o texto propõe. Leia e tente memorizar os enunciados de outros exercícios.

Passo 4: Ponha o despertador para daqui a uma hora e para daqui a 24 horas, quando tocar pergunte-se: Qual é o enunciado e quais são as palavras chave da prova?




Para aprender a usar resultados de matemática, é necessário fazer exercícios. Quanto mais você fizer, mais irá aprender. Os questionamentos acima às vezes acabam surgindo quando você está resolvendo exercícios, ou em outras vezes são os enunciados dos exemplos. No entanto, se você já os fizer de imediato isso pode potencializar o seu aprendizado, além de que será um questionamento de dentro pra fora, será você questionando e não o texto. A diferença entre assistir a aula de um bom professor e estudar sozinho muitas vezes está em responder essas perguntas. Um bom professor irá lhe responder esses questionamentos, não apenas dará os enunciados das definições e teoremas.

Tenho certeza que isso te fará aprender muito mais e mais rápido. Em longo prazo, seu conhecimento vai ser muito mais valioso. Você lembrará as coisas depois e não ficará com aquela sensação de ter estudado muito e aprendido pouco. É melhor avançar um pouquinho a cada dia e ser um especialista no fim da semana, do que avançar muito todo dia e não lembrar nada no fim de semana.

Então, amigos, convido-os a testar o método e dizer o que acharam do resultado do seu aprendizado. Melhorou algo, piorou, ficou do mesmo jeito? Choveu na sua horta? O que aconteceu? Qual é a dificuldade em implementar? Comente aí para que possamos aprender juntos.

Em caso de dúvidas, sugestões ou reclamações, deixe um comentário. :)



Abraço!

sábado, 12 de março de 2016

Leitura dinâmica para todos

Sabe aquele momento em que você está lendo um texto, aí começa a viajar, pensar nas nuvens, observar os pontinhos pretos na parede, pensar "o que aquela mosca está fazendo ali?". Pois é, isso é mais comum do que você imagina. Ei, preste atenção, já começou a viajar? :)

Saiba que existem técnicas pra resolver isso, uma delas se chama leitura dinâmica. Você pode fazer exercícios com seus olhos para ler de modo mais rápido e obter a informação que o texto passa de um modo mais incisivo. Mas como se faz isso?

A seguir falaremos de duas técnicas interessantes de leitura dinâmica são: os exercícios de movimentação ocular e o exercício da musculatura ocular.

Como você bem sabe, os textos usuais do ocidente, são escritos da esquerda para a direita. Quando lemos, o olho dá pausas em cima das palavras que estão escritas no texto, e lemos sílaba por sílaba. Mas você lembra que às vezes você só olha pras palavras, nem lê e sabe o que está escrito? Pois é, podemos reconhecer o formato das palavras, de modo que não precisamos fazer tantas pausas com os olhos, só de dar uma passada com o olho por cima da palavra você saberá o que está escrito. Isso é como uma expansão de alfabeto, em vez de ter um alfabeto de letras, você terá um de palavras.
Para realizar isso, você escreve em cada linha de uma página quatro ou cinco palavras e treina o movimento dos olhos com uso de um metrônomo, a cada batida do metrônomo você vai para a próxima palavra. Com isso seu foco no texto irá aumentar muito, pois a informação irá entrar "de uma vez" na sua cabeça.

A segunda técnica se trata de deixar seu olho bombadão. Vai precisar de Whey Protein e tudo. Brincadeira, não precisa de whey, mas é uma malhação ocular. Como fazer isso? Você irá deixar seus indicadores a uma distância de uma folha de papel um do outro e a dois palmos de distância dos seus olhos e a cada batida do metrônomo irá olhar para um dos dedos (para garantir que os dedos estão a distância certa um do outro, segure de fato uma folha).

Faça quatro séries de um minuto de cada exercício, e vá aumentando gradativamente.

A seguir está o link de um site que oferece o metrônomo e abaixo, vídeos explicativos dos exercícios.



Ah, só lembrando, são EXERCÍCIOS, então você vai fazer por vários dias até ter um resultado top. Como tudo que faço de exterior a minha rotina normal, recomendo que faça como um "Desafio dos 30 dias". Depois disso você será um super leitor.

Aprenda, leia mais rápido e mantenha o foco na sua leitura!

Abraço!