E aê macharada e femearada, tranquilo no esquilo? Hoje eu vim compartilhar com vocês uma ideia puramente teórica com vocês. A razão é dar um novo modo de enxergar os acordes do violão para diminuir a ansiedade com relação ao aprendizado. Se trata da definição do que eu chamo Dificuldade Teórica de um acorde.
Pra que isso, macho véi?
No violão, alguns acordes são bem mais difíceis de serem executados que outros, a minha proposta é então definir uma escala objetiva de dificuldade. É claro que achar certa estrutura mais fácil que outra é quase sempre uma questão subjetiva, mas podemos definir o que seria o nível de desafio num sentido teórico, no sentido de que isso é uma definição consistente mas não necessariamente representa o que todas as pessoas passam, por isso o termo "Dificuldade Teórica". No entanto, o meu objetivo não é criar um sistema inútil e sem propósito, o que eu quero é encontrar uma métrica, uma forma de medir a dificuldade, para que o estudante independente, ou o professor de música possa a partir disso poder criar um planejamento embasado da quantidade de treinamento para se aprender certos aspectos.
Dificuldade Teórica de Acordes (DT)
Aqui serão dados os critérios para a pontuação da dificuldade do acorde. Para cada propriedade considerada adciciona-se um ponto ao DT da forma do acorde (um acorde pode ser executado de várias formas):
Quantidade de dedos utilizado
Usa pestana
Cruza dedos¹
Possui salto de casas²
1. Significa que a ordem que os dedos aparecem nas cordas não é crescente nem decrescente (isso vai ficar mais claro quando você observar os exemplos)
2. Salto de casa significa haver casa sem dedos entre casas ocupadas (ficará claro pelo exemplo)
Exemplos
C - DT 3
usa 3 dedos, não usa pestana, não cruza, não possui salto
D - DT 4
3 dedos, cruza dedos
E - DT 4
3 dedos, cruza dedos
F - DT 6
4 dedos, pestana, cruza dedos
G - DT 4
3 dedos, cruza dedos
A - DT 3
3 dedos
B - DT 6
4 dedos, pestana, salto
Conclusão
Espero que essa ideia gere interesse no leitor que tem alguma familiaridade com violão. Isso é o início de uma busca por uma teoria do aprendizado do violão. Apesar da simplicidade, meu desejo de longo prazo é que isso se transforme em algo útil, talvez uma modesta ferramenta para um projeto de pesquisa sobre aprendizado.
Se gostou, comenta aí qual é o seu acorde favorito (em que forma) e qual é o nível de dificuldade da forma (o meu é o G9, que tem DT 4, assim como o G). Em caso, de dúvida, comentário, sugestão, ou convite para um show de heavy metal, deixe o comentário!
Abraço, Alan

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