terça-feira, 23 de maio de 2017

Aprendendo música pela internet


Hoje em dia existe muito conteúdo bom na internet para quem deseja aprender quase tudo (desconsiderando o que não tem, tem tudo... hehehe). Brincadeiras à parte, hoje em dia, fazendo uso apenas da disciplina e do tempo pode-se conseguir várias coisas para as quais antes era necessário uma quantidade considerável de dinheiro além de tempo e disciplina; isso me leva pensar que às muitas vezes pagamos para que nos disciplinem e não pelo conteúdo que estamos a aprender, compramos a força de vontade. Mas caso você esteja com a vontade ou a força de vontade pulsando, hoje eu vim vos apresentar alguns canais do YouTube sobre música que podem te ajudar bastante a passar do nível iniciante para o nível praticante e além.





Natalia Aurea: Aula de Canto

Natalia Aurea é uma professora de canto que por gostar de cantar e ensinar resolveu por em prática suas duas paixões por meio do YouTube. Em seu canal ela nos presenteia com um curso completo de canto que te permitirá ser um cantor "formado" em dois anos.



Cifra club: Teoria Musical para Violão

Falar do Cifraclub é quase cair no velho clichê, afinal todo mundo conhece o Cifraclub! 
Verdade, todo mundo conhece, mas nem todo mundo sabe que o Cifraclub possui um curso de teoria musical voltada ao violão, ministrado pelo professor Philippe Lobo. Assim sendo você pode avançar bastante no entendimento de música, indo além das cifras do clube e chegando talvez a compor harmonias com acordes além da primeira, quarta e quinta.


Para o conteúdo que vem a seguir, sugiro que o aprendiz estude antes os vídeos do Cifraclub.


John Petrucci: Técnicas de Guitarra

Você conhece John Petrucci, guitarrista da banda Dream Theater? Se você gosta de guitarra e não o conhece, meu jovem, você não sabe o que está perdendo. Espalhafatos a parte, little John é um grande guitarrista americano, que toca mais que uma capivara voadora! Se você deseja ser um bom guitarrista um bom começo é ver minicurso dele que pode ser encontrado no YouTube (inclusive legendado em português)



Kiko Loureiro: Técnica de Guitarra

Não vou perguntar se você conhece o Kiko Loureiro, um dos maiores guitarrista brasileiro da atualidade e membro fundador da banda Angra. Claro que ele não supera o Chimbinha, afinal Chimbinha é Chimbinha... Anyway, em vez de falar dele vou deixar que você ouça sua versatilidade indo do Feijão de Corda ao Judgement Day.







Pra quem gosta da banda Angra ou de treinar coisas um pouco mais complexas, o CifraClub, junto com Rafael Bitencourt, ainda oferece o #tocaAngra, onde o próprio Rafael ensina a tocar algumas das músicas do Angra em versão para violão.


E aí, vai meter as fuça?






É relevante lembrar que aprender música  >>>>REQUER DISCIPLINA <<<<, às vezes 15 minutos de aula requer uma semana de treino, isso só pra o exercício ficar natural, ninguém falou em ser especialista ainda. Talvez esse conteúdo não substitua um professor, mas certamente já te mostrará as dificuldades básicas, o que pode te motivar a pesquisar ainda mais ou a ir finalmente em busca de uma escola ou professor.

Claro que não só de canto, violão e guitarra sobrevive uma banda, mas por enquanto esses são os materiais com os quais tive um contato substancial. No futuro, espero fazer umas listas didáticas que podem ajudar um iniciante a aprender a tocar violão de modo suave. Se algum de vocês conhece outro canal, site, livro ou etc (para qualquer etc) que acredita que pode melhorar o aprendizado sobre música de quem quer aprender, por favor, comente.

Para concluir, em caso de dúvidas, sugestões, ameaças de morte ou pedido de impeachment (afinal já passou a páscoa e natal chega já já...) deixe um comentário.

sábado, 18 de março de 2017

Processos vs Resultados

No meio do desenvolvimento pessoal existem dois tipo de objetivos que se considera, os Objetivos de Resultados e os Objetivos de Processo. Os nomes são sugestivos, mas vou explicar por completude XD. Objetivos de resultados, são aqueles em que você só diz O que quer alcançar, o ponto final da sua jornada: por exemplo publicar um livro que será lido por 23.227 pessoas. Já os objetivos de processos são aqueles que focam no que você vai fazer, o que geralmente implica em você dizer Como vai fazer. Aqui poderia ser: vou fazer propaganda do meu livro em todas as redes sociais, fazer vídeos sobre ele no youtube e botar um cachorrinho de chapéu no meio da praça lendo ele pra chamar atenção de potenciais leitores todas as semanas (Ele existe!!!!).




 Hoje, vou falar pra você a razão pela qual os objetivos de processo me são mais atraentes.


1. Especificidade

Às vezes, quando tratamos de objetivos de resultados, as coisas ficam um pouco sombrias. Por exemplo: Quero aprender a falar francês. Como o resultado, é apenas o final da maratona, nossa preguiça mental natural nos impede de definir claramente como vamos fazer as coisas. É claro que podemos ser vagos em objetivos de processos também, mas a tendência é dar-mos mais detalhes. O processo aqui seria por exemplo: vou estudar quarenta minutos de francês por dia durante seis meses. Observe a diferença entre os processos. No primeiro "Aprender francês", não dá pra saber nem o que o objetivo significa, afinal o que é aprender francês? Falar "Merci" é saber francês? Se for é rápido aprender. Se não for, o que seria exatamente? No segundo caso, no entanto, não há confusão. Ou você estuda 40 minutos ou não estuda, praticamente não há meio termo.






2. Mensurabilidade


Esse caso é, de certo modo, parecido com o primeiro. Ter um objetivo de processo, no qual você diz o que vai fazer diariamente, te permite medir, e saber se você está fazendo aquilo que deveria ter feito. Você vai saber se estudou 40 minutos hoje, e pode inclusive se quiser registrar o quanto avançou a cada dia, e saber se está avançando ou apenas girando atrás do rabo.


3. Controle

Objetivos de processo também nos dá o controle. Se você decide por exemplo: meu objetivo é passar na prova da OAB. Você não pode adivinhar as questões que vão cair na prova que você deseja passar, a prova só tem em média 15% de aprovados por ano, de modo que a concorrência de certo modo influencia em você passar ou não. Pode haver um terremoto e você não poder chegar na prova a tempo (tá esse último é meio dramático, mas é só pra dar tempero no texto). Existem diversas coisas que não estão no seu controle. Mas se você tem um objetivo do tipo, vou estudar todo o conteúdo da ementa, tentar resolver as questões das provas anteriores, e buscar as soluções daquelas que eu não souber, aí sim, isso é praticamente apenas responsabilidade sua. Então pode gerar uma redução do estresse no caminho. É claro que não é apenas isso que vai te livrar de ficar nervoso no dia da prova por exemplo, mas o martírio nosso de cada dia pode ser evitado.



Conclusão


Muitas vezes, a parte difícil da batalha é psicológica, não intelectual. Objetivos de processo em muitos casos, diminuem o esforço e o martírio psicológico. Se você combina isso com certas práticas que facilitam o aprendizado, tais como ter um hábito consistente de estudo/treinamento, dividir as tarefas grandes em menores, revisar/treinar o que já aprendeu, certamente será muito mais fácil e prazeroso buscar e alcançar aquilo que você deseja, seja isso aprender a tocar berimbal, passar no concurso do TSF ou tornar-se fitness.

sábado, 4 de março de 2017

Je veux parler français

Olá aprendedores, mais uma postagem sobre idiomas, mas antes, gostaria de agradecer a Saullo Vergeti do canal Pixelpata por ter melhorado o banner do blog. Obrigado Saullo.

E aí seus lindos, querem falar com biquinho, palavras com um "r" que te dá ressecamento na garganta e palavras terminadas com coup pra deixar a sua vó chocada? Pois é, hoje é sobre esse idioma tido por uns como romântico e por outro como fresco (valendo a intersecção). Abaixo, vos mostrarei o algoritmo que estou seguindo para aprender francês, espero que vos seja útil.

 As sugestões aqui serão muito parecidas com as do post sobre como aprender a falar inglês, mais precisamente, você verá abaixo como estou usando as ideias dos posts de idiomas anteriores para aprender a falar francês especificamente.

Não há o que falar, é a mesma coisa.


2. Ler duas páginas de um livro. 
Estou lendo Harry Potter em voz alta. Sempre que há uma dúvida, vou ao google e peço pra ele me dizer como é que pronuncia. A razão aqui é aprender a falar e adquirir vocabulário. Eu não estou entendendo a história muito bem, mas já conheço bem a história e estou praticando o hábito de falar francês.
É relevante saber alguns padrões de pronúncias do francês que são bastante característicos e que a partir do momento que você sabe, a coisa fica mais fácil.

Algumas coisas boas de se saber são:

a. Consoantes do final de palavras são mudas (não fazem diferença, com exceção do r, e do z)
Ponha essas palavras no google translate: aime, aimes, aiment; aimer, aimez

b. Se uma palavra termina com consoante e a seguinte começa com vogal, pronuncia-se junto, como se fosse uma coisa só (isso também acontece no português: as vezes falamos asasas para as asas, por exemplo).
Ponha essas palavras no google translate: ils ont été (ponha primeiro palavra por palavra e depois tudo junto).

c. Os fonemas das vogais: e,u; e os fonemas dos encontros vocálicos: au, ai, eu, eau, ou, oi
Ponha essas palavras no google translate: aussi, aime, monsieur, beaucoup, trois.

d. Os fonemas dos encontros: en, in, un
Ponha essas palavras no google translate: enfant, jardin, un

f.  No final de palavras o 'e' não é pronunciado.
Ponha Gabriel e depois Gabrielle e peça pro google translate pronunciar pra você (não há diferença de pronúncia).


3. Assistir aula no youtube.
Tive dificuldade de encontrar aula de francês para luso-falantes, no youtube. Mas se você já tiver feito a lição passada no segundo post, poderá encontrar diversos cursos para English speakers. Minha sugestão é esse canal Learn French with Alexa.


4. Se você tiver alguém com quem falar aqui está a lista relacionada ao tópico de Como aprender a falar com ajuda de um falante  para francês:

1.      Comment parler [...]?
2.      Je l'ai, merci!
3.      Je ne comprenais pas, pouvez-vous répéter plus lentement?
4.      J'ai oublié comment dire […]. Pouvez-vous répéter?
5.      Je parlais correctement?
6.      Comment épeler?
7.      Ma prononciation est bonne?
8.      Qu'est-ce [...]?
9.      Qu'est-ce que tu racontes?
10.  Quel est le modèle pour [...]?
11.  À propos de ce que vous parlez?
12.  Alors, […]
13.  Oui.
14.  Non.
15.  Plus ou moins.
16.  Vous avez quelque chose en tet?
17.  Vous voulez dire quelque chose?
18.  Je ne sais pas quoi dire


Pois é, meus jovens padawans. Merci beaucoup, por estarem aqui em mais um post, e que la force soit avec vous.

Abraço, Alan

sábado, 14 de janeiro de 2017

DuoLingo: Usando para aprender

Olá pessoal, tudo bem? Hoje continuamos com a série de aprendizado de idiomas. Falarei de como usar o Duolingo pra aprender e não só pra se ocupar.

Nesse blog partimos do Axioma do Cachorro Açougueiro: Se desse pra aprender olhando o cachorro seria açougueiro.  
Então, sendo assim, o nosso trabalho consiste em "fazer" e não só "ver sendo feito".


Como usar o Duolingo para Falar

Se você deseja aprender a FALAR um idioma, o que você tem que fazer é FALAR, e falar muito. Além disso deve corrigir seus erros. Pra fazer isso usando o Duolingo minha sugestão é: repita todo áudio que tiver lá até conseguir pronunciar igual ao áudio três vezes consecutivas (ou pelo menos você achar que está igual). Se você conseguir de primeira, parabéns, seu fela da gaita! Se tiver que repetir 12 vezes até falar bem 3 vezes consecutivas, great! Nesse caso você investiu seu tempo em evoluir.

Algumas frases do Duolingo são difíceis de pronunciar, talvez porque são longas, talvez por causa de uma palavra (cuja mãe tem a profissão mais antiga do mundo) mas tranquilo, use a prática deliberada. 
Se a frase for longa demais, treine por partes, e comece sempre pelo final da frase, isso ajuda a memorizar (pelo menos me ajudava muito - teste). Se o problema for uma palavra específica, quando você toca uma palavra do áudio, o Duolingo do celular pronuncia a única palavra tocada, assim você pode repetir aquela palavra até ter facilidade em pronunciá-la.

Se seu objetivo é aprender a falar, treine até pronunciar direito, não há muito o que fazer além disso se você não estiver com alguém pra conversar no seu idioma. Agora largue de safadeza e estude pra aprender.

E se eu não puder falar, ou estiver com preguiça de falar?
Neste caso, meu jovem, amole o seu machado! Se você não quer fazer a prática da fala, minha sugestão é, vá no simbolozinho do altere e pratique mais do que já aprendeu, pra fixar, pra que seu avanço no aplicativo seja representativo, que você termine conseguindo falar relativamente bem.


Problemas de Sotaque

O próximo passo a considerar é o sotaque brasileiro. Pra isso existe inúmeros canais do YouTube de estrangeiros falando do nosso sotaque. A seguir temos uma lista de canais que podem te ajudar nessa jornada. Mas pra começar já deixo a observações canônicas:

Nós brasileiros temos dificuldade de pronunciar consoante surda, isto é, sem vogal, e acabamos sempre pondo um "i" no lugar, isso é uma característica que se aplica não só ao inglês como falar "cuti" em vez de "cut", mas quando falamos espanhol por exemplo muitas vezes falamos "ustedi" em vez de "usted", e é claro em qualquer idioma que use esse tipo de som. Já usou seu facebooki hoje?
Outra coisa, é o som enrolado do "r" que usamos o nosso som de que para o inglês é o som do "h".

Uma observação que é mais geral que para brasileiros, é a da tônica, a sílaba mais forte da palavras. Em português a regra geral é a tônica ser a penúltima, maaaaaaaas não é assim com ouros idiomas. Em francês por exemplo a tônica é a última, assim como japonês. Então isso é algo a se investigar no idioma que você está aprendendo.

A seguir temos vídeos do canal Amigo Gringo que te ajudarão a melhorar o sotaque no inglês:





Pra finalizar, deixo o aviso de que quando encontrar vídeos similares para o francês (que estou estudando atualmente) atualizarei a postagem. Se você estuda francês (ou outro idioma) e pode ajudar com o texto, por favor indique o vídeo nos comentários.

Abraço, seus lindos. May the force be with you!


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Teorizando sobre música

E aê macharada e femearada, tranquilo no esquilo? Hoje eu vim compartilhar com vocês uma ideia puramente teórica com vocês. A razão é dar um novo modo de enxergar os acordes do violão para diminuir a ansiedade com relação ao aprendizado. Se trata da definição do que eu chamo Dificuldade Teórica de um acorde.

Pra que isso, macho véi?

No violão, alguns acordes são bem mais difíceis de serem executados que outros, a minha proposta é então definir uma escala objetiva de dificuldade. É claro que achar certa estrutura mais fácil que outra é quase sempre uma questão subjetiva, mas podemos definir o que seria o nível de desafio num sentido teórico, no sentido de que isso é uma definição consistente mas não necessariamente representa o que todas as pessoas passam, por isso o termo "Dificuldade Teórica". No entanto, o meu objetivo não é criar um sistema inútil e sem propósito, o que eu quero é encontrar uma métrica, uma forma de medir a dificuldade, para que o estudante independente, ou o professor de música possa a partir disso poder criar um planejamento embasado da quantidade de treinamento para se aprender certos aspectos.

Dificuldade Teórica de Acordes (DT)

Aqui serão dados os critérios para a pontuação da dificuldade do acorde. Para cada propriedade considerada adciciona-se um ponto ao DT da forma do acorde (um acorde pode ser executado de várias formas):

Quantidade de dedos utilizado
Usa pestana
Cruza dedos¹
Possui salto de casas²

1. Significa que a ordem que os dedos aparecem nas cordas não é crescente nem decrescente (isso vai ficar mais claro quando você observar os exemplos)

2. Salto de casa significa haver casa sem dedos entre casas ocupadas (ficará claro pelo exemplo)

Exemplos


C - DT 3
usa 3 dedos, não usa pestana, não cruza, não possui salto

D - DT 4
3 dedos, cruza dedos

E - DT 4
3 dedos, cruza dedos

F - DT 6
4 dedos, pestana, cruza dedos

G - DT 4
3 dedos, cruza dedos

A - DT 3
3 dedos

B - DT 6
4 dedos, pestana, salto


Conclusão

Espero que essa ideia gere interesse no leitor que tem alguma familiaridade com violão. Isso é o início de uma busca por uma teoria do aprendizado do violão. Apesar da simplicidade, meu desejo de longo prazo é que isso se transforme em algo útil, talvez uma modesta ferramenta para um projeto de pesquisa sobre aprendizado.

Se gostou, comenta aí qual é o seu acorde favorito (em que forma) e qual é o nível de dificuldade da forma (o meu é o G9, que tem DT 4, assim como o G). Em caso, de dúvida, comentário, sugestão, ou convite para um show de heavy metal, deixe o comentário!

Abraço, Alan