sábado, 18 de março de 2017

Processos vs Resultados

No meio do desenvolvimento pessoal existem dois tipo de objetivos que se considera, os Objetivos de Resultados e os Objetivos de Processo. Os nomes são sugestivos, mas vou explicar por completude XD. Objetivos de resultados, são aqueles em que você só diz O que quer alcançar, o ponto final da sua jornada: por exemplo publicar um livro que será lido por 23.227 pessoas. Já os objetivos de processos são aqueles que focam no que você vai fazer, o que geralmente implica em você dizer Como vai fazer. Aqui poderia ser: vou fazer propaganda do meu livro em todas as redes sociais, fazer vídeos sobre ele no youtube e botar um cachorrinho de chapéu no meio da praça lendo ele pra chamar atenção de potenciais leitores todas as semanas (Ele existe!!!!).




 Hoje, vou falar pra você a razão pela qual os objetivos de processo me são mais atraentes.


1. Especificidade

Às vezes, quando tratamos de objetivos de resultados, as coisas ficam um pouco sombrias. Por exemplo: Quero aprender a falar francês. Como o resultado, é apenas o final da maratona, nossa preguiça mental natural nos impede de definir claramente como vamos fazer as coisas. É claro que podemos ser vagos em objetivos de processos também, mas a tendência é dar-mos mais detalhes. O processo aqui seria por exemplo: vou estudar quarenta minutos de francês por dia durante seis meses. Observe a diferença entre os processos. No primeiro "Aprender francês", não dá pra saber nem o que o objetivo significa, afinal o que é aprender francês? Falar "Merci" é saber francês? Se for é rápido aprender. Se não for, o que seria exatamente? No segundo caso, no entanto, não há confusão. Ou você estuda 40 minutos ou não estuda, praticamente não há meio termo.






2. Mensurabilidade


Esse caso é, de certo modo, parecido com o primeiro. Ter um objetivo de processo, no qual você diz o que vai fazer diariamente, te permite medir, e saber se você está fazendo aquilo que deveria ter feito. Você vai saber se estudou 40 minutos hoje, e pode inclusive se quiser registrar o quanto avançou a cada dia, e saber se está avançando ou apenas girando atrás do rabo.


3. Controle

Objetivos de processo também nos dá o controle. Se você decide por exemplo: meu objetivo é passar na prova da OAB. Você não pode adivinhar as questões que vão cair na prova que você deseja passar, a prova só tem em média 15% de aprovados por ano, de modo que a concorrência de certo modo influencia em você passar ou não. Pode haver um terremoto e você não poder chegar na prova a tempo (tá esse último é meio dramático, mas é só pra dar tempero no texto). Existem diversas coisas que não estão no seu controle. Mas se você tem um objetivo do tipo, vou estudar todo o conteúdo da ementa, tentar resolver as questões das provas anteriores, e buscar as soluções daquelas que eu não souber, aí sim, isso é praticamente apenas responsabilidade sua. Então pode gerar uma redução do estresse no caminho. É claro que não é apenas isso que vai te livrar de ficar nervoso no dia da prova por exemplo, mas o martírio nosso de cada dia pode ser evitado.



Conclusão


Muitas vezes, a parte difícil da batalha é psicológica, não intelectual. Objetivos de processo em muitos casos, diminuem o esforço e o martírio psicológico. Se você combina isso com certas práticas que facilitam o aprendizado, tais como ter um hábito consistente de estudo/treinamento, dividir as tarefas grandes em menores, revisar/treinar o que já aprendeu, certamente será muito mais fácil e prazeroso buscar e alcançar aquilo que você deseja, seja isso aprender a tocar berimbal, passar no concurso do TSF ou tornar-se fitness.

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