Algumas vezes na vida eu me deparei com um argumento falacioso usado por pessoas que conheço em certos assuntos sensíveis. Se trata do “eles sempre dizem que...” ou do “não me venha com essa de...”.
Esses argumentos são dados quando
uma pessoa não aceita ser refutada por um argumento comum só pelo fato dele ser
comum, independentemente do valor lógico do argumento.
Por exemplo particular é seguinte “achar que as mulheres devem ter direito superiores aos homens não é feminismo, é femismo, feminismo é a crença na igualdade de direitos pelos gêneros”. Muitas vezes falei isso, e hoje quando eu falo há quem diga “não me venha com essa história de femismo”. E já houve momentos em que eu perguntei “Por quê?” e a resposta foi “tá bom, você tá certo, pra acabar logo essa conversa”.
Tudo bem, talvez o termo correto ou usual seja misandria e eu não saiba muito sobre feminismo, mas a questão aqui não é essa. Não estou dizendo que o argumento acima é profundo, bem fundamentado ou está certo ou errado, mas o fato de eu dizer sempre a mesma coisa não quer dizer que o argumento está invalidado. É uma resposta a um comentário, e depois a recusa. Mas não é estranho o fato de quererem uma resposta diferente para o mesmo comentário?
Como sabemos, para invalidar um argumento ou você explica porque ele falha, ou pelo menos o deixa na bolha do ceticismo, onde ele se torna duvidoso. Mas dizer que um argumento é ruim só porque ele é batido não faz sentido. É como se as verdades bem estabelecidas se tornassem irrelevantes.
Por exemplo particular é seguinte “achar que as mulheres devem ter direito superiores aos homens não é feminismo, é femismo, feminismo é a crença na igualdade de direitos pelos gêneros”. Muitas vezes falei isso, e hoje quando eu falo há quem diga “não me venha com essa história de femismo”. E já houve momentos em que eu perguntei “Por quê?” e a resposta foi “tá bom, você tá certo, pra acabar logo essa conversa”.
Tudo bem, talvez o termo correto ou usual seja misandria e eu não saiba muito sobre feminismo, mas a questão aqui não é essa. Não estou dizendo que o argumento acima é profundo, bem fundamentado ou está certo ou errado, mas o fato de eu dizer sempre a mesma coisa não quer dizer que o argumento está invalidado. É uma resposta a um comentário, e depois a recusa. Mas não é estranho o fato de quererem uma resposta diferente para o mesmo comentário?
Como sabemos, para invalidar um argumento ou você explica porque ele falha, ou pelo menos o deixa na bolha do ceticismo, onde ele se torna duvidoso. Mas dizer que um argumento é ruim só porque ele é batido não faz sentido. É como se as verdades bem estabelecidas se tornassem irrelevantes.
Atribui-se a Goebbels, ministro
da propaganda nazista, a frase “Uma mentira dita mil vezes se torna verdade”,
mas as pessoas parecem ainda não levar em conta que Uma verdade dita mil vezes continua sendo verdade.
Sobre argumentos refutados
É claro que existe gente também que tenta de tudo para validar os argumentos sobre aquilo que deseja: astrologia, terra plana, teorias da conspiração, entre outras coisas. Mas espero que esteja claro, caro leitor, que o que estou chamando de argumentos batidos são apenas aqueles que foram muito repetidos e ainda não foram refutados e não aqueles que foram refutados. Vacina não causa autismo! A terra não é plana! E homeopatia... meus deuses... só polêmicas...
Tudo bem, eu sei que é da natureza humana ignorar aquilo
que nega as próprias crenças e preconceitos e perceber e aceitar os argumentos que
contribuem para fortalecer esses pontos de vista pré-estabelecidos; eu entendo que o nosso cérebro é preguiçoso (Já leu "Rápido e Devagar: Duas maneiras de pensar"?). Não condeno o ser humano por isso. Provavelmente quem digitou isso não foi um javali, e quem está lendo não é um suricato, mas independente da nossa humanidade pode valer a pena pensar duas vezes na próxima vez antes de dizer "Já vem ele com essa história de novo".
Nenhum comentário:
Postar um comentário